Desenvolvido inicialmente no Canadá, o sistema foi exportado para a Argentina há cerca de seis anos. Atualmente, mais de 30% da safra de grãos produzidos na Argentina estão armazenados em silos bolsa.
Situação parecida vem ocorrendo no Brasil, onde a capacidade estática é bem inferior à demanda por armazenagem. Hoje, o déficit na capacidade de armazenagem no país é de 38 milhões de toneladas e, devido às vantagens oferecidas pelo silo bolsa, vários agricultores já utilizam o sistema para sanar essa deficiência.
Muito simples. O silo bolsa consiste em um túnel de polietileno de alta densidade constituído de três camadas, sendo duas internas pretas e uma exterior branca constituída de dióxido de titânio responsável por conferir mais resistência e reflexão dos raios solares que poderiam causar ressecamento da lona plástica.
A montagem do silo bolsa é muito fácil. Ele já vem sanfonado. Assim, basta colocá-lo em uma máquina chamada embolsadora, na qual uma rosca sem fim conduz o grão para dentro do túnel.
Por ser hermeticamente fechado, a massa de grãos consome todo o O2 interno da bolsa, produzindo assim uma atmosfera modificada no interior do silo, criando condições muito diferentes das que ocorrem no armazenamento tradicional.
Pela falta de oxigênio, a massa de grãos satura a atmosfera de CO2 dentro do silo bolsa, inibe a proliferação de insetos e fungos e proporciona um ambiente controlado.
Ao diminuir a concentração de oxigênio, o risco de deterioração dos grãos é reduzido e, por isso, a oxidação é menor, uma vez que os fungos são neutralizados.
Os insetos, principalmente os carunchos e percevejos, são os primeiros a sofrerem com o excesso de dióxido de carbono e a falta de oxigênio.
A tecnologia de embolsamento requer adequado enchimento do silo bolsa, especialmente para expulsar a maior quantidade de ar possível e não deixá-lo frouxo nem tampouco exceder a capacidade de estiramento, medida sobre a régua que se encontra impressa em sua lateral do silo bolsa. O local, onde será instalado o silo bolsa, deve ser plano ou levemente inclinado, possibilitando o escoamento das águas de chuva.
Outro fator importante é deixar o local isento de restos de cultura, o que pode ser feito passando um trator com lâmina no local escolhido. Deve, ainda, ser firme e liso a fim de permitir bom assentamento para que não haja rompimento na parte inferior, o que facilita ainda a extração dos grãos.
Os principais motivos que têm atraído o produtor a utilizar esse novo sistema são, principalmente, a praticidade, os baixos custos (aproximadamente R$ 1,00/saca) e a rapidez de montagem, comparado com os silos convencionais.
Outra grande vantagem é a de ser possível armazenar o excedente da produção, fazendo da própria lavoura uma poupança, além de possibilitar a segregação de grãos tais como transgênicos e convencionais e com umidade diferente.
Para retirar o produto do interior do Silo Bolsa, é indicado que se utilize uma máquina chamada extratora, que por um sistema combinado de helicóides e tubos recolhe o grão na bolsa e o transfere para uma carreta graneleira.
TEMPO DE ARMAZENAGEM X UMIDADE DO GRÃO
*Recomenda-se trabalhar no nível de risco Baixo-Médio
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Tipo de Grão |
Baixo |
Baixo-Médio |
Médio-Alto |
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Soja / Milho |
14% Um. |
14% a 16% Um. |
Mais de 16% Um. |
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Risco p/ Tempo de Armazenagem |
Baixo |
Baixo-Médio |
Médio-Alto |
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Soja / Milho até 14% |
6 meses |
12 meses |
18 meses |
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Soja / Milho de 14% a 16% |
2 meses |
6 meses |
12 meses |
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Soja / Milho mais de 16% |
1 mês |
2 meses |
3 meses |